Neste pequeno artigo, quero explanar esse assunto (que é mais abrangente do que muitas pessoas imaginam) de uma forma clara e bíblica, na tentativa de trazer compreensão a muitos cristãos, e, por conseguinte, combater o conceito deturpado sobre o mesmo, encontrado hoje em dia em nosso meio.
O Jejum é uma prática inserida em vários contextos na história bíblica (irei explicar adiante). Mas você já se perguntou, qual é, em primeira instância, o seu propósito?
Para compreendermos essa indagação, vamos ao texto de Mateus 9:14-15:
“Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?
E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.”
No texto acima, vemos claramente o propósito primordial do Jejum, que é explicado por Richard Foster de maneira magnífica:
“O contexto do jejum na cabeça de Jesus é o desejo intenso pela vinda do Reino.”
Entendemos então, que, a prática do jejum é um dos pilares que sustentam nossa espera pela Segunda Vinda de Jesus Cristo. Quando o Noivo (Jesus) é retirado de nós, surge essa dor no coração do povo de Deus, e essa é a ideia geral sobre o seu significado. Vemos como é incrível a unicidade entre o conceito e o propósito do jejum.
Através da compreensão acima explanada sobre o conceito e propósito do jejum, em sua essência, podemos seguir adiante, aprofundando ainda mais esse assunto.
O Jejum é uma prática que é composta por três pilares: Arrependimento, Renúncia e Direcionamento. Abaixo, irei discorrer sobre cada um (com bases bíblicas):
· Arrependimento – (Joel 2:12, Jonas 3:5-10, Dn 9:3-6, Ne 1:4) Em todas as passagens colocadas acima, vemos o jejum no contexto de arrependimento. No contexto de Jonas, por exemplo, a mensagem pregada por ele, sendo usado por Deus, na obra do Espírito Santo, penetrou aos corações endurecidos. A atitude de todos eles, inclusive do rei, foi jejuar, se vestindo de pano de saco, se abstendo do alimento, e, por conseguinte, se arrependendo dos seus pecados. Nas outras passagens, acima citadas, vemos também o mesmo cenário: o arrependimento como fator fundamental do jejum.
Para compreendermos essa indagação, vamos ao texto de Mateus 9:14-15:
“Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam?
E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão.”
No texto acima, vemos claramente o propósito primordial do Jejum, que é explicado por Richard Foster de maneira magnífica:
“O contexto do jejum na cabeça de Jesus é o desejo intenso pela vinda do Reino.”
Entendemos então, que, a prática do jejum é um dos pilares que sustentam nossa espera pela Segunda Vinda de Jesus Cristo. Quando o Noivo (Jesus) é retirado de nós, surge essa dor no coração do povo de Deus, e essa é a ideia geral sobre o seu significado. Vemos como é incrível a unicidade entre o conceito e o propósito do jejum.
Através da compreensão acima explanada sobre o conceito e propósito do jejum, em sua essência, podemos seguir adiante, aprofundando ainda mais esse assunto.
O Jejum é uma prática que é composta por três pilares: Arrependimento, Renúncia e Direcionamento. Abaixo, irei discorrer sobre cada um (com bases bíblicas):
· Arrependimento – (Joel 2:12, Jonas 3:5-10, Dn 9:3-6, Ne 1:4) Em todas as passagens colocadas acima, vemos o jejum no contexto de arrependimento. No contexto de Jonas, por exemplo, a mensagem pregada por ele, sendo usado por Deus, na obra do Espírito Santo, penetrou aos corações endurecidos. A atitude de todos eles, inclusive do rei, foi jejuar, se vestindo de pano de saco, se abstendo do alimento, e, por conseguinte, se arrependendo dos seus pecados. Nas outras passagens, acima citadas, vemos também o mesmo cenário: o arrependimento como fator fundamental do jejum.
· Renúncia – Na prática do jejum, a renúncia não deve ser somente física, mas aliada ao arrependimento, tem que ser uma renúncia de nossos desejos (Dn 1:8, Gn 39:7-15). Hoje em dia, é muito comum pessoas jejuarem para que seus sonhos e desejos se realizem. Isso acaba reduzindo a prática do jejum a um meio de se conseguir o que queremos, em vez de ser um meio de renunciarmos nossa vontade, para que a vontade de Deus seja feita.
· Direcionamento – (Ester 4:16, Esdras 8:21, Atos 13:2-3 e 14:23). Mesmo em contextos diferentes, as passagens acima tem o mesmo sentido: ter a direção de Deus através do jejum. Nas passagens de Atos, profetas e mestres oravam e jejuavam, tendo o intuito de ter um direcionamento da parte de Deus, em suas decisões. E o Espírito Santo os respondeu, dizendo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado.” Você consegue notar, caro leitor, a unicidade entre os três pilares que compõem o jejum? O arrependimento diário é necessário para um viver santo, renunciando nossos desejos carnais, e tendo o direcionamento de Deus nas decisões que temos que tomar segundo sua Vontade.
É bom que fique claro que, a prática do jejum é, em sua essência, algo pessoal com Deus. Isto é, quando jejuamos, não é correto “sair dizendo para as pessoas que estamos jejuando.” Afinal, mesmo que nossas motivações não sejam egocêntricas, como no caso dos fariseus (Mt. 6:16-18), do qual Jesus combateu veementemente, elas podem transparecer que somos superiores por praticarmos o jejum.
O Jejum atualmente tem sido feito de formas contraditórias e perigosas, àquelas explicadas biblicamente acima. Enquanto na Bíblia vemos pessoas jejuando, abrangendo o arrependimento, renúncia e direcionamento. Hoje em dia, as pessoas jejuam para que seus desejos e objetivos sejam realizados (como foi citado anteriormente). Entenda... meu intuito não é dizer que isso seja totalmente errado, mas que é perigoso. Afinal, jejuar para que “tal pessoa” seja curada, salva, etc... não é errado, em primeira instância. O errado é tornar o jejum exclusivo para isso, quando a essência dele é outra.
A Importância do Jejum
Toda vez que você for jejuar, lembre-se do propósito do jejum e dos três pilares que o compõem. Saiba que acima de qualquer outra funcionalidade, é preciso jejuar para que conheçamos mais a Deus e Sua Vontade em nossa vida. Quando jejuamos, nos expomos, passando a conhecer nossa identidade em Deus também. Passamos a conhecer pecados e erros que antes desconhecíamos, e, pela obra do Espírito Santo, podemos ser tratados. Você percebe a importância do Jejum? Precisamos, todos os dias, nos desarraigarmos da ideia de que merecemos algo e que Deus é nosso devedor. Nós é que somos e eternamente seremos devedores d’Ele. O jejum é uma das práticas que mais expõem nossa total dependência d’Ele.
Em suma, deixo a você, caro leitor, uma citação de John Piper sobre o Jejum:
“O Jejum não é apenas uma exclamação positiva do: “Eu quero o Senhor! O Senhor é mais importante pra mim do que comida! Mas, também é uma declaração negativa e uma forma de expor idolatrias escondidas.”